Produtos eletroeletrônicos fora do modelo do Inmetro estarão proibidos de ser fabricados a partir de 1º de janeiro
POR MICHEL ALECRIM, RIO DE JANEIRO
Jornal O DIA
Rio - Começou a contagem regressiva para o fim de plugues e tomadas diversificadas no País. A partir de 1º de janeiro do ano que vem, estão proibidas a fabricação e a importação de eletroeletrônicos fora do padrão do Inmetro. Conforme O DIA antecipou na edição de 21 de setembro, os novos formatos são mais seguros e evitam desperdício de energia.
Por conta da grande variedade de tipos de pinos, que obrigava os consumidores a comprarem adaptadores, e à possibilidades de provocar choques ou curto-circuitos, o Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Conmetro) decidiu padronizar os produtos. Tomadas e plugues avulsos já não são mais fabricados fora das normas e já é difícil encontrá-los no comércio, que não pode mais sequer comercializá-los a partir de 1º de janeiro de 2011.
O impacto maior será para geladeiras, máquinas de lavar e fornos de microondas, que sairão de fábrica com plugues de três pinos (um deles para fio terra). Nesses casos, será necessário trocar a tomada da parede e fazer o aterramento. Adaptadores certificados pelo Inmetro podem ser usados momentaneamente, mas sua permanência não é recomendada.
“O padrão brasileiro de plugues e tomadas visa à segurança dos usuários, reduzindo as chances de acidentes como choques elétricos, incêndios e curto-circuito”, afirmou Alfredo Lobo, diretor da Qualidade do Inmetro.
Produtos de menor potência, como aparelhos de som, TVs e cafeteiras, terão apenas dois pinos e, na maioria das vezes, funcionam nas tomadas atuais. O novo padrão prevê encaixe em cavidade, evitando contato dos dedos com a corrente elétrica. Eles também podem ser usados em tomadas novas de três furos. Já os produtos com fio terra não se encaixam em nenhuma tomada de dois buracos. A indústria e o comércio terão prazo para a venda de eletroeletrônicos produzidos com plugues antigos. Até 1º de julho de 2011 eles têm que ser liquidados.
Aneel refaz método de calcular tarifa
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu mudar a fórmula de cálculo da tarifa, o que pode beneficiar consumidores. Nos últimos sete anos, a expectativa de aumento do consumo não foi levada em conta, o que baratearia os preços. A irregularidade foi constata pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que calculou em R$ 7 bilhões o valor cobrado a mais.
A Aneel informou que a mudança na metodologia está sob avaliação do Ministério de Minas e Energia. Se for confirmada este mês, pode influir na revisão da Light, prevista para novembro.
Segundo Otavio Santoro, sócio-diretor da Indeco, e especialista em energia, o impacto da mudança pode ser maior no Estado do Rio, que teve crescimento maior do que a média. Consumidores devem aguardar ação pública na Justiça.
Nenhum comentário:
Postar um comentário