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domingo, 17 de fevereiro de 2013

COMÉDIA DA VIDA ALHEIRA


Karine Tavares - O Globo - 03/02/2013
RIO — O galo cantava, mas como não tinha noção da hora, escolhia o meio da madrugada e irritava toda a vizinhança. A tal ponto que, quando a reclamação chegou ao Fórum de Paracambi, a juíza se declarou suspeita para julgar o caso: ela mesma perdia o sono por conta do galináceo e, como escreveu no despacho, se pudesse já o teria transformado em canja. O caso envolvendo uma juíza é extremo. Mas motivos para constrangimentos e desentendimentos não faltam e mostram como pode ser dura a vida de quem vive em comunidade. Em condomínios, vilas ou bairros com casas muito próximas umas das outras, parece haver, muitas vezes, uma tensão no ar capaz de transformar o mais cordial dos vizinhos em inimigo público número 1. A qualquer momento. Não à toa, há quem chame condomínios de condemônios! Separamos algumas dessas histórias que, de tão engraçadas, até parecem mentira. Mas poderiam acontecer logo aí, na porta ao lado.
Gato invasor
A moça mandou estofar um sofá de dois lugares, velho, para colocar na varanda, numa casa na Região Oceânica de Niterói. Como ela sai o dia inteiro, o gato da vizinha passa horas por lá. O estofado novo já está estragado, e é possível ver o caminho que o bichano fez pelo móvel, agora guardado num quartinho. Até porque, seu cheiro e pelos se entranharam na peça. A moça tentou conversar com a dona do gato e mandou recado pelos porteiros. Mas a resposta foi que não há como prender o bicho, que segue, dia sim, outro também, passeando pelas varandas vizinhas.
Juíza impedida
Galos cantam, como sabemos, ao raiar do dia. Mas, em Paracambi, havia um galo que preferia mostrar seu canto durante a madrugada. Talvez quisesse conquistar os insones, mas só o que conseguiu foi manter acordada toda a vizinhança, que em algumas noites incluía a juíza da cidade. Um dia, um vizinho mais irritado, resolveu entrar na Justiça contra o dono da ave. Ao receber a denúncia e ver o endereço do galináceo, a juíza Mônica Machado não teve dúvidas, só podia ser o mesmo animal que a perturbava. Honesta, ela se declarou suspeita para julgar o caso já que, por ela, tal ave já teria virado canja. O despacho da magistrada — que terminava com ela se oferecendo como testemunha caso a ação fosse adiante — ficou famoso e a história acabou com um final feliz. Em audiência de conciliação, o dono do galo aceitou transferir o animal para a área rural. A juíza nem precisou testemunhar. E os vizinhos dormiram felizes para sempre.
A manga é minha
A mangueira foi plantada na calçada a apenas 20 metros da propriedade ao lado, na Barra. Com o tempo, seus galhos foram crescendo em direção à casa do vizinho, que já teve o carro atingido, e amassado, pelas frutas, algumas vezes. O dono do carro, claro, reclamou. Mas ouviu como resposta que a culpa foi do vento e ficou por isso mesmo. Apesar disso, ele que não pense em comer uma das muitas mangas que caem do seu lado do terreno. O vizinho ranzinza passa o dia vigiando a árvore e não admite que ninguém pegue as mangas, nem mesmo quando as frutas estão no chão. Já chegou até a brigar com o jardineiro do vizinho que comeu uma fruta caída. Sua voracidade pelas mangas é tanta que, ao ver o pé carregado, ele colheu, uma a uma, mais de 100.
Barraco aquático
O ar-condicionado da moradora do segundo andar, que acabara de se mudar para o prédio em Santa Teresa, pingava. E atingia a varanda aberta da moradora do primeiro piso. Após algumas reclamações, a moça parou de ligar o aparelho, em pleno verão, enquanto tentava que a assistência técnica resolvesse o problema. Quando os técnicos apareceram, ela pôde enfim voltar a se refrescar e, durante duas semanas, não ouviu qualquer reclamação. Um dia, a vizinha do primeiro andar bateu em sua porta, dizendo, aos gritos, que se o ar continuasse pingando recolheria a água num balde e jogaria dentro da sua casa. A moça ainda tentou se desculpar, dizendo que não sabia que o aparelho continuava com problemas, mas a vizinha seguiu berrando corredor adentro.
Cão homônimo
Na província de Jilang, na China, Wang Sun e Hu Lin tornaram-se inimigos íntimos há seis anos, por causa de um pedaço de terreno na divisa de suas casas, do qual ambos julgavam ser proprietários. Um certo dia, Hu Lin comprou um cãozinho e deu a ele o nome de Wang. Sua diversão era xingar o cão, chamando-o pelo nome, sempre que o Wang humano estava por perto. O vizinho não gostou, nem aceitou a brincadeira e levou o caso à Justiça. Hu Lin acabou condenada e teve que pagar cerca de R$ 1.500 de indenização. A Justiça chinesa considerou que ela provocou “angústia mental” ao vizinho.
Árvore denunciada
Em Portland, nos Estados Unidos, no terreno de uma senhora de 83 anos, há uma grande árvore, que avança para o jardim de um jovem casal que mora ao lado. O casal, na verdade, não se importa. Pelo contrário, gosta da árvore. Algum vizinho, contudo, reclamou da árvore ao órgão municipal, que está recomendando que ela seja cortada. A vizinha acha que foi o casal que fez a denúncia e não perdoa os dois. Não desculpou nem mesmo depois de uma carta e um buquê de flores enviados por eles para tentar resolver a situação. O casal ainda tenta descobrir quem fez a tal denúncia. Espera, assim, recuperar a amizade da vizinha.
O ofurô é meu
Num prédio em fim de construção na Barra, um dos proprietários pediu a instalação de um ofurô. A construtora se enganou e fez a obra no apartamento ao lado. O vizinho beneficiado gostou da ideia e se recusou a devolver a peça. O outro exigiu. “Eu paguei, quero meu ofurô”. No fim, a construtora instalou a peça nos dois apartamentos e amargou o prejuízo pelo seu erro.
Síndico perpétuo
Há 53 anos (isso mesmo, 53!), o síndico comandava o condomínio em Petrópolis. Quando uma instituição social comprou parte do complexo e passou a ter direito a 60% dos votos (como previsto na convenção), quis impor uma nova síndica. Os outros condôminos brigaram e depois de cinco horas de assembleia, o síndico manteve o mandato. Um ano depois, contudo, foram derrotados na Justiça, e o síndico perdeu sua coroa.
Aleluia, condôminos!
Os condôminos tinham uma antipatia quase unânime pelo síndico do condomínio na Barra. Ele era até um bom gestor, mas a assembleia foi marcada para votar sua destituição. Quando terminou a contagem dos votos e a saída do síndico foi confirmada, duas condôminas se ajoelharam e agradeceram a Deus pela “graça”. O agora ex-síndico deixou a reunião cabisbaixo. Foi aplaudido.
Empatia, palavra-chave nas relações
Mas a questão é: vizinhos encrenqueiros, ranzinzas, intolerantes; como lidar com eles? E, ainda, como resolver essas questões sem chegar à Justiça, além de garantir a velha política da boa vizinhança?
Para Cristiane Salles, gerente da Protel Administradora, é preciso manter o bom senso:
— Respeito mútuo também é imprescindível para salvaguardar a harmonia da comunidade nos condomínios.
Já o advogado Hamilton Quirino defende a mediação como solução intermediária entre o bom senso perdido e a possibilidade de ação na Justiça. O trabalho é geralmente feito por um profissional, mas uma atitude simples pode até dispensar essa ajuda — a empatia:
— A base de qualquer conciliação é a empatia, é fazer um se colocar no lugar do outro. Quando isso é possível, o final quase sempre é feliz

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

TROCA DE PEÇAS E MUDANÇAS DE HABITO REDUZEM A CONTA DE ÁGUA


Troca de peças e mudanças de hábito reduzem a conta de água
Jornal Extra 08/01/2012
Verão é tempo de tomar mais banho de piscina, passar mais tempo debaixo do chuveiro ou se refrescar no quintal com a mangueira. Consequentemente, é a época do ano em que se gasta mais água. Por isso, moradores de casas e apartamentos devem redobrar a atenção nesse período quanto ao uso consciente desse recurso natural tão valioso.
No Edifício Golden Garden, em Botafogo, a preocupação com o consumo racional de água é mantida o ano inteiro. Desde que assumiu a administração do prédio, em 2009, o síndico Saul Cusnir tomou uma série de medidas, como a instalação de poucos equipamentos, além de simples mudanças de hábitos, que tornaram possível a redução do desperdício e do valor da conta no fim do mês. A economia hoje chega a 30%.
Segundo o síndico, a mudança mais significativa foi a troca das válvulas de descarga simples pelas com duplo comando, com um botão que libera três litros de água — para urina — e outro que libera seis litros — para fezes. A substituição foi feita tanto nas áreas comuns quanto nos apartamentos do edifício.
— Compramos as bacias sanitárias direto do fabricante, mais baratas que no comércio. Negociamos para que os moradores antecipassem o pagamento e, depois, devolvemos o dinheiro em forma de descontos mensais na taxa de condomínio — explica o síndico.
Sem desperdício
Outra iniciativa simples foi a mudança no esquema de rega dos jardins do prédio. No lugar do uso de mangueiras e regadores, foram instaladas tubulações rentes aos canteiros, com pequenos furos em diversos pontos dos canos e um registro.
— Quando o funcionário termina de abrir o último registro, as plantas do início já foram regadas e ele pode começar a fechar os primeiros — diz Saul.
Em todos os chuveiros e torneiras foram instalados redutores de vazão. Hoje, para cada minuto de banho, o consumo caiu de 30 para 15 litros de água.
— Tenho a adesão de 93% dos moradores. Em 2008, gastávamos 98 mil litros de água por dia. Hoje, a média é de 70 mil litros — avalia ele.
Vaso sanitário
As descargas com duplo acionamento são encontradas em lojas de materiais de construção. Na C&C, o jogo com bacia e caixa acoplada Dual Flux de três e seis litros Deca custa R$ 340,20. Na Amoedo, a válvula para parede da marca Hydra Duo Deca sai a R$ 195,48.
Investimento
De acordo com Saul, a troca das bacias sanitárias foi a iniciativa que gerou maior impacto na redução da conta de água do prédio. Inicialmente, o síndico calculava cobrir os gastos com as descargas em cinco anos. Mas, com a economia gerada, o investimento foi pago em menos de dois.
Conscientização
Além das mudanças estruturais, Saul fez um trabalho de conscientização com os moradores do prédio. Foram distribuídos panfletos informativos, também colados nos elevadores, e os zeladores fazem vistorias frequentes nos apartamentos, em busca de vazamentos.
Uso de piscinas de plástico e vazamentos internos causam maior aumento no consumo
Raiane Nogueira
Jornal Extra 08.01.2012
Economizar água é um dever de todos, que deve ser cumprido principalmente no verão, quando seu consumo aumenta consideravelmente devido ao calor. Para evitar prejuízos com as contas altas e a falta de abastecimento causada pela grande demanda, é necessário mudar alguns hábitos domésticos.
De acordo com o diretor de produção da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), Jorge Briard, uma das principais vilãs do desperdício nessa época do ano são as piscinas plásticas, normalmente abastecidas por mangueiras de água:
— Elas são muito usadas nesse período, sobretudo por conta das férias das crianças. Mas algumas pessoas têm o hábito incorreto de deixar a mangueira ligada continuamente, para manter a água gelada, o que gasta muito.
Outro problema muito comum são vazamentos nas instalações internas dos imóveis, que, muitas vezes, não são notados pelos moradores. Mas um pequeno filete, de 1mm, pode gerar um prejuízo enorme, com o desperdício de 1.280 litros de água por dia, quantidade suficiente para abastecer uma família com cinco pessoas.
— Deve-se ter muito cuidado com as instalações, checar se há descargas vazando ou tanques e pias com conexões pingando, por exemplo. Além de gerar um gasto excessivo, esses problemas podem interferir na qualidade da água — alerta Briard.
Segundo a Cedae, os cariocas não devem ter problemas com falta de abastecimento nessa estação do ano, por conta do comportamento atípico que o clima vem apresentando — com muita chuva no período de seca e temperaturas amenas na primavera. A companhia afirma estar preparada para atender os moradores com conforto, mesmo nos dias mais quentes.

A CONTA DO DESPERDÍCICO DIÁRIO:

a) uma torneira pingando equivale ao gasto de 46 litros, suficiente para um banho demorado;
b) um filete de 1mm de água equivale ao gasto de 1.280 litros, suficiente para o abastecimento de uma família com 5 pessoas;
c) um filete de 1,5 mm de água equivale a 2.800 litros por dia, suficiente para o atendimento a seis doentes internados num hospital com lavanderia e cozinha;
d) um filete de 3 mm de água equivale a 8.000 litros por dia, suficiente para o abastecimento de uma escoal com 240 alunos!

DICAS DE ECONOMIA:

Medidas simpes que reduzem o valor da conta de água:
verifique se há vazamentos ou desperdício de água em algum ponto da casa;
ao escovar os dentes, fazer a barba ou lavar a louça, não deixe a torneira aberta o tempo todo;
ao lavar roupas, feche a torneira do tanque quando for esfregá-las e só abra de novo para o enxágue;
molhe as plantas com regador;
use pano úmido para a limpeza da casa;
acione a descarga por, no máximo, cinco segundos;
controle o tempo de permanência do banho;
limpe quintas e calçadas somente com a vassoura ou use a água que sai da máquina de lavar;
sempre que possível, reutilize a água.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

MAQUINA DE LAVAR - INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO

MAQUINA DE LAVAR A PLENO VAPORAprenda a instalar corretamente e fazer a manutenção do eletroméstico para aumentar sua durabilidadeJornal Extra 18.09.2010 Já não é de hoje que lavar roupa na mão ficou prá lá de ultrapassado. Com a correria do dia a dia, a máquina de lavar virou item fundamental dentro de casa. Mas, para que ela funcionasse bem, cuidados na instalação, no uso e na manutenção são mais importantes. Para evitar problemas, a lavadora tem que ser instalada em locais de piso nivelado e plano, com os pés apoiados no chão (se necessário, coloque calços de borracha). O eletrodoméstimo deve ser ligado somente em tomadas com aterramento e sem uso de benjamin.- Ligue a máquina somente durante o uso. Na hora de desconectá-la, não se deve estar com a mão molhada nem puxar pelo cabo - aconselha o engenheiro Orlando Sodré, do Sindicato da Habitação (Secovi Rio).A limpeza do equipamento precisa ser feita a cada dois meses. Para tanto, despeje 1,5 lito de água sanitária na máquina e escolha a seleção mais completa de lavagem.- É indicado também deixar a lavadora aberta por um tempo depois do uso.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

DEMISSÃO POR ANDAR PELADO

DEMISSÃO POR ANDAR PELADO

Um trabalhador demitido por justa causa porque teria andado nu no trabalho propôs uma ação na 5ª. Vara do Trabalho de Belo Horizonte e conseguiu receber, além das verbas rescisórias, R$ 5 mil de indenização por danos morais. Como motivo para a demissão, o contratante do trabalhador, um condomínio, exibiu imagens do circuito de segurança que o mostram andando pelado pelo refeitório e pelo corredor externo do prédio. Com isso, alegou a empresa, ele comprometeria o decoro e o respeito no ambiente de trabalho.

NUDEZ NÃO É CASTIGADA

O juiz titular Antônio Gomes de Vasconcelos, contudo, analisou o caso e descobriu que diversos funcionários tomavam banho no condomínio, com permissão dos administradores. Assim, o uso das imagens não passaria de “falso puritanismo e de oportunismo antiético para prejudicá-lo”. No seu entender, quem praticou o ato ilícito, na realidade, foi o próprio empregador. Ao finalizar a decisão, o juiz parodiou Nelson Rodrigues, ressaltando que “nem toda nudez será castigada.”

Jornal Extra 18.06.2010

sábado, 3 de abril de 2010

SPAS ESTÃO CADA VEZ MAIS PRESENTES NOS CONDOMÍNIOS

Spas estão cada vez mais presentes nos condomínios
Jornal O DIA 04.04.2010
Espaços para o relax, tradicionalmente conhecidos em prédios de luxo, passam a ganhar destaque nos empreendimentos voltados para o segmento econômico
POR CRISTIANE CAMPOS
Rio - Os espaços reservados ao relax, conhecidos como spas, até então restritos às residências de luxo, agora também integram serviços de lazer dos condomínios. O ambiente zen já é encontrado em empreendimentos voltados ao segmento econômico. Em alguns casos, quando há pouco espaço, eles substituem as piscinas. O objetivo é garantir o bem-estar dos moradores sem sair de casa.
O edifício Harmonia, da Performance, em Botafogo, oferece o espaço que garante o relax sem sair de casa. Foto: Divulgação
Os ambientes contam com ofurô, banheira de hidromassagem, espreguiçadeira e sauna, entre outros. No Life Recreio, da Calper, pelo menos, 60% dos moradores utilizam a área para relaxar. A construtora afirma que 95% dos seus empreendimentos têm o espaço.O gerente de Incorporação da Performance Empreendimentos Imobiliários, Pablo Pages, explica que a banheira com hidromassagem é cada vez mais utilizada nos condomínios porque ocupa pouco espaço e passou a ser um diferencial muito valorizado. “Alguns pagam por este serviço em clínicas e clubes. Poder ficar em casa relaxando sem se preocupar com o tempo e o custo é bem melhor”, ressalta Pages.A Rubi Engenharia oferece spa em todos os seus empreendimentos. Entre eles está o condomínio de casas Bella Vista, na Freguesia, pronto para ser entregue. Para Ana Carolina Alvim, diretora administrativa da empresa, hoje, a falta de tempo é um dos principais motivos para que as pessoas concentrem o maior número de atividades no condomínio onde moram. “Estamos atentos ao perfil dos moradores de cada bairro e constatamos que quem mora no Grajaú, por exemplo, privilegia o sossego. Por isso, o spa é bem voltado para o relaxamento e o bem-estar. Já no Estrelas, essa área é integrada aos demais diferenciais de lazer, preferência do morador da Barra da Tijuca ”, afirma Marcos Saceanu, diretor de Incorporação da construtora. De acordo com o gerente Comercial da Fernandes Araujo, Marcus Vinícius Pinto, o spa é uma tendência que não sairá de moda. “Podemos ressaltar que será um espaço eterno. Lembra do jardim de inverno? Ele foi uma tendência com início, meio e fim. A vantagem do spa é que o morador irá descansar e voltar renovado para a sua casa que se encontra a poucos metros. Não adianta nada você ir a um spa e depois ter que enfrentar trânsito na volta para casa. Sem contar o custo que se tem com o tratamento”, lembra Marcus Vinícius Pinto.O item, que oferece bem-estar para os moradores, também ajuda a valorizar o condomínio. Atualmente, quanto mais espaços de lazer e equipamentos, com foco na construção sustentável, o empreendimento tiver maior será a valorização. Cascata ao lado do espaço zen No Scenario Vieira Souto, da Sig e Razão Engenharia, haverá um cascata ao lado da piscina e do spa, promovendo relaxamento por meio do som da água. Egípcios, gregos e romanos há milhares de anos já usufruíam destes benefícios. Os japoneses, por exemplo, há séculos mantêm a tradição do banho de ofurô. O conceito de banheira spa foi introduzido no País há poucos anos. Inicialmente, eram construídas banheiras de alvenaria. Depois, apareceram clássicas banheiras de ferro esmaltado. Com o avanço da indústria, passaram a ser fabricadas em fibra de vidro até se chegar à atual banheira própria para spa. O custo do relax já está incluindo na cota condominial

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Violência estimula blindagem de imóveis

Violência estimula blindagem de imóveis

Jornal Valor Econdômico - 06/01/2010

Em São Paulo, são os assaltos à mão armada que mais assustam. No Rio, o temor são as balas perdidas. Peculiaridades à parte, o fato é que a falta de segurança nas grandes cidades fez emergir uma nova e ainda incipiente indústria: a blindagem de imóveis. Sem a concorrência de multinacionais - simplesmente porque trata-se de um problema exclusivo de países como Brasil e Colômbia - empresas nacionais de pequeno porte são atropeladas pelo excesso de demanda e duplicam e até triplicam de tamanho a cada ano. Certificadas pelo Exército, conseguem grandes contratos com o governo e, paralelamente, vendem guaritas, portas e janelas blindadas.
Antes um mercado restrito, exclusividade de consulados, bancos e casas de câmbio, a blindagem de imóveis, chamada de "arquitetônica", começa a ser cada dia mais procurada por empresas e proprietários de casas de alto padrão. Segundo a Abrablin (Associação Brasileira de Blindagem), o mercado de blindagem arquitetônica cresceu 40% em 2008 e, em 2009, a expectativa é que tenha crescido outros 30%.
A blindagem de uma casa inteira fica em torno de R$ 700 mil. Um prédio comercial com fachada de vidros pode sair por cerca de R$ 6 milhões - mas, normalmente, apenas as faces voltadas para as favelas são protegidas. Nas residências, o mais usual é a blindagem interna - de um corredor de acesso aos principais cômodos e as células de segurança, conhecidas como "quarto do pânico", popularizadas pelo filme homônimo, no qual a família se protege dos assaltantes em um cômodo especial. A Abrablin (Associação Brasileira de Blindagem) estima que já existam cerca de 500 cômodos blindados.
Violentas, as cidades de São Paulo e do Rio são os principais mercados desse tipo de produto. Mas são muito diferentes um do outro. Enquanto em São Paulo a maior procura é pela blindagem de portas, de " quartos do pânico" e de casas de alto padrão, em função do alto número de assaltos à mão armada, no Rio os focos são as janelas dos prédios residenciais e as fachadas dos edifícios comerciais - por conta das balas perdidas.
Em São Paulo, há 15 mil residências com portas blindadas. No Rio, são mais de 15 mil janelas protegidas contra tiros, segundo a Abrablin. "No Rio, a blindagem quase sempre é mais cara, porque precisa ser nível 3, contra tiros de fuzil", explica Helon Catalani, gerente de vendas da EMS, especializada em blindagens arquitetônicas. Em São Paulo, a maioria das blindagens é nível 3A, que absorver o impacto de pistolas e revólveres.
A blindagem arquitetônica usa, basicamente, três tipos de materiais: concreto armado (feito com brita), aço e vidro. No caso das paredes, são usadas chapas de aço dentro da estrutura de alvenaria. "Na construção, é possível trabalhar com materiais mais pesados e com espessura maior, porque o peso não é problema, como na blindagem automobilística", diz Carlos Monte Serrat Barbosa, diretor comercial da Blindaço, que atua no segmento arquitetônico. "Um vidro mais espesso pode custar até três vezes menos." Por conta disso, proporcionalmente, a blindagem de um imóvel sai mais barata - o preço do metro quadrado blindado varia de R$ 1,5 mil a R$ 2 mil - que a de um automóvel, cujo preço médio é de R$ 50 mil. De qualquer forma, a estrutura do edifício precisa ser analisada para que a blindagem possa ser executada.
Como as casas de alto padrão - empresários, políticos e atores são os que mais procuram os serviços - estão se tornando um mercado importante, os arquitetos começam a se interessar pelo assunto e as empresas passaram a preocupar-se com a estética do produto. A Blindaço vai lançar perfis de alumínio blindados e a EMS trabalha em parceria com marceneiros indicados pelos clientes na confecção de portas blindadas.
As maiores do setor ainda são pequenas, mas trabalham com o aval do Exército - que certifica empresas e produtos - e crescem a ritmo espantoso. A Blindaço foi criada há apenas três anos. No ano passado, a empresa blindou a sede da Sul América Seguros, no Rio, que fica próxima a uma favela. "Faltava menos de cinco meses para terminar a obra e tivemos de fazer a adaptação do prédio praticamente pronto", conta Barbosa. Por conta desse projeto, a empresa mudou de uma modesta fábrica de 500 m2 para uma de dois mil m2 e este ano planeja dobrar de tamanho. A empresa venceu a licitação para blindar a sala do presidente e a sala de reunião dos ministros no Palácio do Planalto, os cofres do Banco Central de Curitiba e as bilheterias de trem da CPTM em São Paulo. Também aposta no varejo - está vendendo blindagem para janelas e paredes de apartamentos do Rio de Janeiro por R$ 1,5 mil o m2 em 10 vezes no cartão.
Com cinco anos de história, a EMS saiu de 35 para 70 funcionários do início ano passado para cá, também mudou de sede e está fazendo as bilheterias do metrô de São Paulo, além de 12 agências do banco BNB. "A demanda das residências cresceu demais", diz Catalani.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

NOVO SALARIO MÍNIMO 2010

Piso de R$ 510 sai hoje no Diário Oficial
Jornal O Dia 24.12.09
Outra MP vai reajustar as aposentadorias e pensões do INSS acima do mínimo em 6,14%
Rio - A Presidência da República confirmou que serão publicadas no Diário Oficial da União de hoje as medidas provisórias (MPs) que reajustam o salário mínimo e os benefícios do INSS acima do piso. As duas MPs foram assinadas ontem pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.Para 2010, a MP estabelece o valor do salário mínimo em R$ 510 a partir de 1º de janeiro, e o reajuste dos benefícios de aposentados e pensionistas que ganham acima do salário mínimo em 6,14%. Segundo nota divulgada pela Presidência, as duas MPs vão estabelecer ainda regras para reajustes em 2011. Para o salário mínimo, a correção será feita com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2010 mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB) de 2009, se positivo. Já os benefícios da Previdência Social serão reajustados pela soma do INPC de 2010 mais 50% da variação do PIB de 2009, se positivo.AUMENTO FUTUROA MP que vai elevar o valor do salário mínimo estabelecerá também o prazo de até 31 de março de 2010 para o Poder Executivo enviar ao Congresso Nacional projeto de lei fixando regras para o aumento do salário mínimo nos próximos anos. Serão três propostas de regras de aumento do salário mínimo, sendo uma para o período de 2012 a 2015, outra para 2016 a 2019 e uma terceira para 2020 a 2023. Incentivo fiscal para catadorO presidente Lula assinou ontem também medida provisória que instituiu crédito do Imposto sobre Produtos Industrializados ( IPI) para a indústria que comprar matéria prima reciclada de cooperativas de catadores. A assinatura foi durante a celebração de Natal de população de rua e de catadores em São Paulo. A medida tem o objetivo de estimular o desenvolvimento da cadeia da reciclagem e evitar grandes variações nos preços desse material em todo o País. No evento, o governo doou um imóvel do INSS e outro, da Secretaria do Patrimônio da União, para o movimento dos catadores.

domingo, 20 de dezembro de 2009

NÃO DEIXE A SEGURANÇA PARA TRÁS - FÉRIAS

NÃO DEIXE A SEGURANÇA PARA TRÁS
Condomínios alertam moradores sobre como manter a casa segura ao viajar
Jornal EXTRA 20.12.09

Danielle Abreu

Férias escolares e festas de fim de ano são situações perfeitas para quem gosta de pôr o pé na estrada. Mas, mesmo com a perspectiva animadora, é preciso estar atento e tomar algumas providências antes de passar a chave na porta e viajar. Nessa época do ano, administradoras, síndicos e empresas do setor aumentam o alerta sobre segurança por meio de reuniões, cartilhas e comunicados sobre o assunto.
A Instalarme, especializada em equipamentos de segurança predial, montou um guia com dez dicas para quem vai viajar (veja o quadro ao lado). Segundo Fernando Moreira, gerente da empresa, encher a porta de trincos e trancas pode parecer chato, mas é uma atitude fundamental. A instalação de câmeras e alarmes também é uma boa tática, segundo ele, porque inibe a ação de assaltantes (ver quadro no final).
Uma dica básica é sobre as luzes aparentes. Ao contrário do que muita gente faz, as lâmpadas não devem ficar ligadas porque, em vez de despistar, chamam a atenção sobre o fato de a família estar viajando.
No Condomínio Barrabella, todo mundo que entra é fotografado, além de ter que apresentar documentos pessoais como carteira de identidade e CPF.
- Somente essa prática já afasta quem chega com más intenções – disse a Síndica, Elizabeth Salomão, que preparou um kit-morador com informações sobre segurança.

TAREFAS SIMPLES PARA O MORADOR

O Secovi Rio produziu uma grande cartilha voltada para moradores, porteiros e síndicos que inclui, entre outras sugestões, dicas para quem vai ficar fora de casa por muito tempo. As recomendações são focadas na prevenção de incêndios e outros danos físicos ao móvel.
As tarefas recomendadas são simples como desligar disjuntores; deixar apenas geladeira e freezer na tomada; não deixar garrafas de álcool e outros produtos inflamáveis em local aberto , onde bate sol; desligar a chave geral do gás, procurando, pelo cheiro, a existência de algum vazamento; e pedir para um vizinho mais chegado para olhar o apartamento de vez em quando, deixando um telefone de contato com ele.
Além das precauções específicas com a unidade, alguns síndicos reforçam a segurança geral do prédio porque já perceberam que os golpes aumentam nesta época do ano, justamente porque muitos moradores estão fora e os prédios têm menos movimentação. Síndico de um prédio em Jacarepaguá, Mário Buregio já fez uma reunião com os porteiros para traçar estratégias com o objetivo de evitar que golpistas encontrem maneiras de entrar no prédio. O mesmo alerta será repassado aos moradores, por meio de carta a cada condômino.
- Vamos reforçar a atenção de todos em relação a segurança – afirmou Buregio.








FIQUE ATENDO – DICAS DE SEGURANÇA NAS FÉRIAS.
1. Se a viagem dor longa, deixe 2 jogos de chaves com pessoas de confiança para facilitar em qualquer emergência;
2. Não comente sua viagem com pessoas estranhas;
3. Comunique sua ausência a um vizinho de confiança. Telefone para ele de vez em quando, para saber se está tudo bem;
4. Em ausências prolongadas, peça a um parente para visitar sua casa, para demonstrar a presença de pessoas – abrindo janelas, regando jardins, entrando com o carro na garagem;
5. Evite colocar cadeado do lado externo do portão. Isso poderá denunciar a saída dos moradores;
6. Desligue a campanhia. Assim, você deixa em dúvida quem tocá-la apenas para verificar se há alguém em casa;
7. Feche as portas com trincos e trancas. Reforce a porta da frente com fechaduras auxiliares;
8. Não deixe jóias ou dinheiro dentro de casa, mesmo dentro de cofres. Utilize cofres de bancos;
9. Se sua casa possuir jardim, contrate ou peça para alguém mantê-lo limpo, evitando aspecto de abandono;
10. Caso não tenha dispositivo de segurança em casa, como câmeras e alarme, tente adquiri-los.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

PLUGUES ELÉTRICOS COM OS DIAS CONTADOS


Produtos eletroeletrônicos fora do modelo do Inmetro estarão proibidos de ser fabricados a partir de 1º de janeiro
POR MICHEL ALECRIM, RIO DE JANEIRO
Jornal O DIA
Rio - Começou a contagem regressiva para o fim de plugues e tomadas diversificadas no País. A partir de 1º de janeiro do ano que vem, estão proibidas a fabricação e a importação de eletroeletrônicos fora do padrão do Inmetro. Conforme O DIA antecipou na edição de 21 de setembro, os novos formatos são mais seguros e evitam desperdício de energia.
Por conta da grande variedade de tipos de pinos, que obrigava os consumidores a comprarem adaptadores, e à possibilidades de provocar choques ou curto-circuitos, o Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Conmetro) decidiu padronizar os produtos. Tomadas e plugues avulsos já não são mais fabricados fora das normas e já é difícil encontrá-los no comércio, que não pode mais sequer comercializá-los a partir de 1º de janeiro de 2011.
O impacto maior será para geladeiras, máquinas de lavar e fornos de microondas, que sairão de fábrica com plugues de três pinos (um deles para fio terra). Nesses casos, será necessário trocar a tomada da parede e fazer o aterramento. Adaptadores certificados pelo Inmetro podem ser usados momentaneamente, mas sua permanência não é recomendada.
“O padrão brasileiro de plugues e tomadas visa à segurança dos usuários, reduzindo as chances de acidentes como choques elétricos, incêndios e curto-circuito”, afirmou Alfredo Lobo, diretor da Qualidade do Inmetro.
Produtos de menor potência, como aparelhos de som, TVs e cafeteiras, terão apenas dois pinos e, na maioria das vezes, funcionam nas tomadas atuais. O novo padrão prevê encaixe em cavidade, evitando contato dos dedos com a corrente elétrica. Eles também podem ser usados em tomadas novas de três furos. Já os produtos com fio terra não se encaixam em nenhuma tomada de dois buracos. A indústria e o comércio terão prazo para a venda de eletroeletrônicos produzidos com plugues antigos. Até 1º de julho de 2011 eles têm que ser liquidados.
Aneel refaz método de calcular tarifa
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu mudar a fórmula de cálculo da tarifa, o que pode beneficiar consumidores. Nos últimos sete anos, a expectativa de aumento do consumo não foi levada em conta, o que baratearia os preços. A irregularidade foi constata pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que calculou em R$ 7 bilhões o valor cobrado a mais.
A Aneel informou que a mudança na metodologia está sob avaliação do Ministério de Minas e Energia. Se for confirmada este mês, pode influir na revisão da Light, prevista para novembro.
Segundo Otavio Santoro, sócio-diretor da Indeco, e especialista em energia, o impacto da mudança pode ser maior no Estado do Rio, que teve crescimento maior do que a média. Consumidores devem aguardar ação pública na Justiça.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

COMO RESOLVER OS PROBLEMAS DO CONDOMÍNIO?

Fantástico - TV Globo - 11.10.09
É o vizinho barulhento, o cachorro que late, a vaga na garagem, a sujeira no prédio. Veja as dicas de "Reunião de condomínio".
Durante anos, você economiza pra realizar o sonho da casa própria, e, um dia, finalmente consegue. Seu novo endereço é um condomínio novinho em folha, como você sempre sonhou.
Mas aí, você descobre que a vizinha de cima gosta de usar o secador de cabelo a todo vapor às onze da noite. E que o cachorro do vizinho do lado late o dia inteiro. Quer pior do que essa? Estão ocupando a sua vaga na garagem. A lista é grande, né?
É, mas está começando agora "Reunião de Condomínio".
"Vamos falar sobre alguns atos de vandalismo que estão acontecendo no condomínio", anuncia o subsíndico Eduardo Carlos Mariano.
Noite de quarta-feira passada (7), em um condomínio na Zona Norte de São Paulo a indignação toma conta da assembleia lotada. Um misterioso vândalo destruiu as portas corta-fogo do bloco 1. Elas servem pra impedir que as chamas se alastrem em caso de incêndio.
"O barulho é intenso", conta a subsíndica Márcia Neves.
"Algum morador serrou, para não ter mais barulho. Ele acabou serrando do quarto andar até o térreo", diz Eduardo Carlos Mariano.
O condomínio acabou sendo reprovado na vistoria dos bombeiros. Se o prédio pegar fogo, o seguro pode se recusar a pagar a indenização. A polícia vai investigar o caso.
"Algumas pessoas serão chamadas para prestar depoimento", avisa o síndico.
O dinheiro para o conserto das portas seria usado na compra de lâmpadas novas. Com a despesa imprevista, todo mundo vai ser obrigado a pagar taxa extra.
"Se você pegar nosso condomínio, só para espelhos da academia, foram gastos R$ 3 mil. Ficou bonito, eu gostei. E nós deveríamos usar isso em outra coisa", sugere o funcionário público Claudio Felipe.
O síndico tenta acalmar os moradores. "O espírito coletivo tem que reinar. Se a gente não tiver, fica difícil conseguir administrar. Eu acho que esse não é o espírito de uma comunidade", diz o síndico Marcelo.
É, Marcelo... Quem mandou ser síndico? E pensar que os moradores só estão no prédio há um ano. O condomínio é novinho: tem piscina, academia, duas churrasqueiras, espaço gourmet, salão de jogos, parquinho e brinquedoteca. Um sonho e um orgulho para a maioria dos proprietários.
A boa impressão de quem chega é resultado da dedicação de Marcelo e dos três subsíndicos: Eduardo, Márcia e Furlan.
“Muitas vezes eu chego e fico horas lá embaixo. Sou incomodado às 2h, 3h da manhã. Tem que ter muita paciência”, diz Marcelo.
São três blocos e 248 apartamentos. Sai faísca para todo lado! E quase todos os problemas começam com a letra "C": cano, carro, cachorro, criança.
"Alguns ficam até bravos quando você interfona e fala que o filho está fazendo alguma coisa", conta a subsíndica.
São conflitos que só acontecem neste condomínio? Não. Quando os problemas nos afetam, sempre tendemos a achar que eles são maiores do que realmente são. E o problema que afeta a mim sempre será muito maior do que o problema que afeta o vizinho do 12º andar.
O que eles precisam é se entender. Durante um mês, o Fantástico vai acompanhar o dia a dia do condomínio. Max vai usar sua minha experiência no mercado de trabalho pra ajudar a pôr ordem na casa. Afinal, condomínio é como uma empresa, com a diferença que o síndico não pode demitir o vizinho.
Os barracos, os dilemas e a busca por soluções. Você está convocado para a Reunião de Condomínio!
Marco Antônio tem um carro e uma moto. E, como todo morador, apenas uma vaga na garagem.
“Pode ser que às vezes seja aberto precedente para quem tem um automóvel querer ter uma segunda vaga, o que não é certo”, diz Marcelo.
O Fantástico propôs a quatro moradores super críticos ao condomínio uma troca de papéis. Durante um mês, eles vão assumir o lugar do síndico. Quem procura defeitos agora tem que encontrar a solução.
Marco Antônio quer resolver o nó do estacionamento. Amissella Andriella Motta, de 18 anos, pede mais lazer para os jovens. Já Atila Luccese briga por investimento em segurança. E Sheila acha que faltam limites para as crianças. Juntos, os quatro voluntários vão resolver todos os problemas e pensar em melhorias para o condomínio.
As crianças, por exemplo. Todo mundo reclama delas, mas quem parou para ouvi-las?
"Não podemos fazer nada. Se corremos, tomamos advertência ou multa", conta Bianca Bhering, de 12 anos.
"Muitas pessoas reclamam. Parece que nunca foram criança", diz Lucas Ricardi, de 14 anos.
A brinquedoteca e o salão de jogos estão fechados.
"Para adulto tem academia, um monte de coisas pra eles fazer. Agora, para criança, não", reclama Bianca.
Muitas vezes, o que falta mesmo é educação. A varanda da empresária Ilma da Silva virou depósito do lixo que jogam pela janela. "É constante no meu quintal casca de banana, vidro de esmalte, pó de café. Eu tomo sol na cadeira e várias vezes lá de cima vieram enxurradas de água", conta. E isso não é o pior. A moradora conta que sempre tinha coco de cachorro na varanda. "Como o prédio é novo, as pessoas saíram das suas vilas, das suas casas, e vieram para cá sem noção do que é morar em condomínio".
De cada cinco famílias, quatro nunca moraram em condomínio antes. Adquiriram o imóvel pensando que "isso aqui é meu, então, aqui mando eu". Isso é verdade? Não! Eu não tenho um condomínio que vai se adaptar ao que eu quero; eu vou me adaptar ao que o condomínio precisa. Se cada um resolver fazer as próprias leis, as próprias regras, nós voltamos aos tempos do Velho Oeste.
O advogado Márcio Rachkorsky, especialista em condomínios que você conheceu no Fantástico, no quadro "Chame o síndico", explica: "Condomínio significa dividir uma mesma propriedade. E aí, quando acontece uma coisa boa, todo mundo colhe os frutos. Quando acontece uma coisa ruim, um ato de vandalismo, dói no bolso de todo mundo".
Não adianta dizer que "no meu andar não destruíram as portas corta-fogo, não tenho nada a ver com isso". O Titanic bateu de frente, como todo mundo viu no filme. O pessoal do fundo falou: "Que legal, bateu na frente. Já pensou se bate aqui atrás, que desgraça que ia ser!", conta Max.
Mas o vizinho sem noção pode se dar mal.
"Hoje em dia o Código Civil já prevê a figura do condômino antissocial. É aquele que atrapalha a vida em sociedade. Essa pessoa pode ser multada em até dez cotas de condomínio", alerta o advogado Márcio Rachkorsky.
O vândalo do bloco 1 deve ainda responder criminalmente pelos danos, além de ser obrigado a reembolsar os vizinhos.
De todos os problemas, porém, o que coloca de verdade os moradores em pé de guerra é o barulho.
"Eu tenho consciência de que é errado, mas é da hora, eu gosto", admite Bruno Bhering, de 14 anos.
"Ele gosta de aparecer de vez em quando. Aí, vira a caixa de som exatamente para mostrar que ele é o todo-poderoso", diz o pai do adolescente, Cléber Bhering.
"O barulho é até às 22h. Eu ligo das 14h às 18h, então, é permitido", alega Bruno.
"Não é porque é permitido que precisa derrubar o prédio", rebate Cléber.
Falta bom senso para quem incomoda e também para os incomodados.
"Tem morador que depois das 22h quer ligar furadeira, pregar um quadro", conta o subsíndico Eduardo César Furlan.
"É gente limpando casa, móveis, batendo porta", descreve o motorista Anderson Teixeira.
"Outro dia eu estava batendo bife às 19h e falaram que eu estava fazendo muito barulho", diz a dona de casa Vivian Marciano.
Um tremendo começo para qualquer coisa que a gente faz é encontrar alguma coisa boa, principalmente em quem a gente não gosta. No trabalho, isso é uma maravilha, chama-se "engolir
sapo".
Sábado (3), o condomínio tremeu. Era aniversário de Giovana Barbirato. A mãe dela, Viviane, conta que, em um ano de residência no condomínio, este foi o primeiro evento da família.
Quase às 20h, a subsíndica Márcia levou um recado. Uma vizinha que mora em cima do salão de festas e não quer ser identificada estava transtornada.
"Eu quero que baixe o som. Quero ficar dentro da minha casa, só isso. Eu não posso assistir à TV. Meu apartamento estremece inteiro", reclamou.
"Não dá para ouvir quase nada do lado de fora. Quem não é convidado se incomoda", rebateu Viviane.
"O pessoal é muito sensível, vamos dizer", comenta o segurança Josenildo dos Santos.
"A gente tem que aprender a viver em harmonia na comunidade", ressalta o pai da aniversariante, Ricardo Barbirato. "Por bem ou por mal, estou dentro do meu direito. A maioria das pessoas que mora aqui financiou o apartamento em 20 anos. Então, o que acontece? O pessoal pegou, fez o carnê, e acha que é melhor que você. Esse é o problema do ser humano. Eu prefiro andar com calça e tênis velhos, com a barriga cheia, a prestação em dia e bem-humorado com meus vizinhos".
Atormentada pelo som ainda alto, a moradora resolveu ir embora. "Todo sábado e domingo é a mesma confusão. É festa, as pessoas não nos respeitam. Eu tenho meu condomínio em dia e ninguém me respeita, ninguém me ouve. Então, vou sair, porque eu sou a incomodada. Não dá para ficar na minha casa. A minha casa estremece. Não ouço a TV, não ouço telefone, não ouço absolutamente nada há quatro meses. Não aguento mais morar neste lugar. Estou doente e agora tenho que ir embora para um hotel, porque não posso ficar na minha casa. Não temos voz. Só quem não presta é que tem voz. Estou cansada, não aguento mais. Quero saber quem vai pagar minha estadia no hotel", reclamou.
Os alto-falantes continuaram bombando até às 22h, o horário limite.
E agora, quem tem razão? A guerra ao barulho é a primeira missão dos quatro moradores que vão chefiar o condomínio. Átila, Amissella, Sheila e Marco Antônio tentarão conscientizar os vizinhos.
A próxima reunião de condomínio está marcada: é domingo que vem!

domingo, 4 de outubro de 2009

Gasto menor com conta de luz paga renovação de aparelhos

Gasto menor com conta de luz paga renovação de aparelhos

Jornal O DIA 04/10/09
Livre do risco de novo racionamento de energia, consumidor descobre que investir em eletrodomésticos tem retorno em até dois anos. Simples troca de geladeira pode render economia mensal de até R$ 100 nas despesas da família

POR MICHEL ALECRIM, RIO DE JANEIRO

Rio - Quando a conta de luz começa a ficar fora de controle, é sinal de que não adianta apenas mudar os hábitos da família. Para reduzir os gastos com energia elétrica, muitas vezes alguns investimentos precisam ser feitos. Trocar eletrodomésticos antigos e reformar a fiação elétrica são recomendações de especialistas. Com a redução na fatura, as mudanças se pagam em um ou dois anos.
Além do avanço na tecnologia, que permitiu a fabricação de aparelhos mais eficientes, os eletrodomésticos mais antigos levam desvantagem por causa do desgaste. O tempo faz com que o consumo de energia seja ainda maior.
Chefe da Divisão de Eficiência Energética na Oferta da Eletrobrás, Emerson Salvador explica que depois de 10 anos de uso, o gás refrigerante das geladeiras perde capacidade de gelar. Com isso, o motor é forçado a trabalhar mais. A perda de aderência da borracha da porta é outro fator de desperdício. “Com 15 anos de uso, o consumo pode até dobrar”, diz o especialista.
Para saber se está levando vantagem na hora da compra, o consumidor precisa verificar se o modelo tem categoria A no Selo Procel, criado pela Eletrobrás. Ele só é dado para produtos que usam materiais mais modernos e motores mais eficientes. O professor Angelo Telesforo resolveu trocar sua geladeira velha de duas portas por nova de uma. Espantado com a redução na conta, religou a antiga por um mês para testar. Era isso mesmo: a diferença chegou a R$ 100. “Nos dias em que tiver visita em casa, acho que o espaço será pequeno. Mas com certeza valeu a pena”, avalia ele.
Graças à certificação oficial, outros produtos ficaram econômicos. Há cerca de um ano, os ventiladores de teto, que pesam na conta no verão, ganharam o selo. O resultado é que agora estão saindo de fábrica 60% mais econômicos. Ter um antigo é queimar dinheiro na corrente elétrica.
No Natal, já devem chegar às lojas as primeiras TVs de LCD com selo Procel. A certificação, no entanto, só vai valer para o modo stand by (ligada apenas na tomada). Mas, ao contrário do que muitos pensam, silenciosamente esses aparelhos também gastam. Com o selo, a economia por ano deve ser de R$ 54. A perda de energia dentro de casa não ocorre apenas no uso de eletrodomésticos e eletrônicos obsoletos. A rede elétrica antiga e o acúmulo de aparelhos numa mesma tomada têm como resultado conta cara.
O perigo de curto-circuito reforça a necessidade dos cuidados. Segundo a engenheira Regina Moniz, do Conselho de Energia do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Rio (Crea-RJ), a cada 10 anos, as casas precisam de revisão na rede. Com 15 anos de idade, o desperdício médio é de 20%. Segundo ela, o problema maior é ter chuveiros elétricos ligados na rede comum da casa, em vez de ter um circuito só para eles. “O mais importante é a questão da segurança, mas investir na reforma da rede elétrica baixa a conta também”, explica.

ORIENTAÇÕES DE ECONOMIA

GELADEIRA O aparelho precisa ter afastamento de no mínimo 15 centímetro das paredes e do teto. Também não é recomendável colocá-lo ao lado do fogão. Para economizar energia, evite abrir e fechar a porta toda hora e não coloque alimentos quentes. Procure não obstruir a circulação de ar no seu interior.
FERRO DE PASSAR Não é recomendável ligá-lo enquanto muitos aparelhos estiverem em uso por causa da sobrecarrega na rede elétrica. Junte a maior quantidade de roupa possível para ser passada de uma só vez.
CHUVEIRO ELÉTRICO Como o aparelho consome muita energia, procure tomar banhos curtos e desligue a água na hora de se ensaboar. Só use o modo inverno quando estiver muito frio. Só use resistências originais.
ILUMINAÇÃO Tente aproveitar ao máximo a iluminação natural e durante o dia evite acender as lâmpadas. Pintura com cores claras nas paredes ajudam a dar mais luminosidade com menor potência. Ao sair de um cômodo, não se esqueça de apagar a luz. Outro conselho importante é comprar de preferência lâmpadas fluorescentes.
AR-CONDICIONADO Não exponha o aparelho ao sol, colocando proteção que não tampe a saída de ar. Feche cortinas e persianas.

Comunidades têm serviço gratuito
Por causa da dificuldade para pagar a reforma da fiação em suas casas, moradores de comunidades carentes do Rio estão recebendo o serviço gratuitamente das concessionárias de energia. No Rio, a Light já melhorou instalações de casas no Santa Marta, onde 700 geladeiras novas e 7 mil lâmpadas fluorescentes foram distribuídas. A próxima comunidade a ser beneficiada é a Cidade de Deus. “Houve economia de 25% e ninguém foi privado de nada”, explica José Márcio Ribeiro, assessor de Operações da Light.A Ampla também procura fazer a conta de luz dos mais pobres caber no bolso. Além do conserto da fiação em 16 mil residências, a troca de 125 mil lâmpadas e a distribuição de 2 mil geladeiras, a concessionária introduziu no estado invenção que vem de Minas Gerais.
Aparelho que aquece a água antes de entrar no chuveiro vem sendo doado a instituições filantrópicas. Consumidores individuais podem encomendá-lo no site http://www.rewatt.com.br/. “Com todas essas medidas, estamos reduzindo o furto e, com isso, a tarifa fica mais barata para todo mundo”, explica o diretor de Relações Institucionais da concessionária, André Moragas.

CRISE DO ‘APAGÃO’ MUDOU HÁBITOS
Por conta da falta de investimentos no setor elétrico e pela escassez de chuvas, os brasileiro tiveram que economizar nos gastos em 2001. O racionamento recebeu o apelido de “apagão”, por conta das quedas que começavam a deixar as cidades às escuras no início da crise. Quem poupava muito tinha descontos, mas quem não reduzisse o consumo ou até elevasse seus gastos era multado com tarifa maior.O “apagão” fez a maioria dos brasileiros mudar os hábitos e alterações foram incorporadas permanentemente ao cotidiano. Apesar de seu aspecto negativo, especialistas observaram um lado educativo na crise. Muitos consumidores passaram a adotar lâmpadas fluorescentes em vez das incandescentes. Outro hábito que a crise mudou foi o de estocar comida no freezer. Apesar de o aparelho ter sido durante muito tempo símbolo de conforto e status, ao serem desligados, acabaram se mostrando desnecessários.

domingo, 16 de agosto de 2009

TROQUE SEMPRE AS REDES DE JANELAS

Segurança
Troque sempre as redes de janelas
Enquanto a certificação não vem, fazer a troca periódica.Essa é a regra básica para quem usam em apartamentos as redes de proteção colocadas em janelas. Segundo o Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi), não há registro de acidentes no Estado ocasionados por falha das redes, mas elas não têm certificação de órgãos oficiais e precisam ser trocadas com frequência devido ao desgaste do material.
“Elas são usadas por questão de segurança e devem ser aprovadas em assembleia no condomínio, mas não há regras específicas”, afirma Hubert Gebara,vice-presidente do Secovi.
Como não existe uma norma própria para as redes de proteção, segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), e também não há uma certificação de um órgão oficial para esse tipo de produto, o consumidor deve tomar alguns cuidados.
“Deve-se procurar empresas reconhecidas ou recomendadas porque já usou o serviço, verificar se elas possuem algum tipo de certificação independente e questionar o instalador sobre o prazo de garantia e de durabilidade da rede”, aconselha Márcia Christina Oliveira, técnica do Procon de São Paulo.
É bom lembrar, assinala Márcia, que não basta comprar, instalar e esquecer da rede.“A empresa deve informar ao consumidor quais os cuidados necessários para a conservação do dispositivo e quanto tempo depois ela deve ser trocada, pois os raios solares e outros fatores climáticos contribuem para o desgaste do material e para a eficácia da proteção que ela oferece.”
Os fabricantes fazem testes periódicos em institutos independentes como o Instituto Falcão Bauer e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). Os ensaios mais comuns, segundo técnicos do Falcão Bauer, verificam a resistência das redes a tensões e impactos, mas não geram conclusão, não atendem normas específicas porque são apenas para controles de processos de produção e a freqüência com que eles são feitos varia conforme o fabricante.
Richard Phal, responsável pelo Laboratório de Têxteis do IPT, lembra, ainda, que os fabricantes fazem os testes porque têm interesse em conhecer o desempenho do seu produto quando ele passa por alguma mudança no processo de fabricação. “Outra demanda é quando um comprador solicita um laudo mais detalhado ou recente sobre a rede”, explica ele. Os ensaios mais comuns feitos no IPT avaliam a durabilidade e resistência das redes aos raios ultravioleta e resistência mecânica e força de ruptura das redes.
Fonte: Jornal da TardeFonte: POrtal SindicoNet : www.sindiconet.com.br

sexta-feira, 31 de julho de 2009

AQUECEDORES

Perigo dentro de casa - Jornal O DIA.
Aquecedores a gás têm que ser instalados por profissionais qualificados e a manutenção deve ser periódica para evitar riscos. Chama amarelada e barulho sinalizam problemas
POR CRISTIANE CAMPOS, RIO DE JANEIRO
Rio - Os aquecedores a gás são muito usados nesta época do ano. Por conta disso, a Pro Teste (Associação de Defesa do Consumidor) e a CEG alertam que é preciso tomar alguns cuidados para evitar riscos. Chamas amareladas e barulhos no equipamento sinalizam problemas, como desregulagem do aparelho, que devem ser verificados imediatamente. Também é comum no inverno o aumento no consumo, pois as pessoas colocam o aparelho na capacidade máxima e ainda passam mais tempo no banho. Isso acaba refletindo em gasto maior na conta de gás.
Segundo o pesquisador da Pro Teste Dino Lameira, o primeiro passo para evitar problemas é procurar uma assistência técnica especializada para a instalação do aquecedor. “É preciso ter cuidado, principalmente, na colocação da chaminé. Em geral, as redes de materiais de construção ou a própria marca indicam os prestadores de serviços autorizados. Nessa hora, não dá para economizar e nem escolher o profissional ‘faz tudo’”, orienta.
Ele explica ainda que a manutenção do aparelho deve ser anual. Outra dica é não fechar o basculante e nem a abertura da porta exigida pela norma de segurança da concessionária de energia (na parte inferior, como se fosse uma veneziana). “Não é recomendável fechar esses espaços nem no frio. É preciso que o aquecedor esteja em local arejado”.
Esse assunto é tão importante que, na conta de gás que vence em agosto, a CEG traz informações sobre o uso de aquecedores e fogões. A responsável pelo serviço de atendimento ao cliente e assistência técnica da empresa, Christiane Delbert, ressalta que o equipamento a gás deve ficar na área de serviço: “Isso já acontece nos prédios novos, mas, nos antigos, o aquecedor era instalado no banheiro. Nos dois casos, a dica é a mesma: a ventilação tem que ser superior (basculante) e inferior (porta)”.
Ela alerta que a chaminé não pode ter emenda e nem obstrução. Nesse caso, a peça precisa ter no mínimo 35cm de altura e, no máximo, 2m de comprimento, e, no fim, instalar o terminal “T” no lado externo — evita que o produto da queima (monóxido de carbono) volte para o ambiente. A área mínima de ventilação é de 600 cm nas janelas.
A CEG indica a vistoria a cada dois anos no aquecedor, além de monitorar as instalações que levam o gás até a casa do consumidor — manutenção na tubulação. Esse custo, conhecido como instalação interna, é de responsabilidade do cliente. Mais informações no site www.ceg.com.br.
FIQUE LIGADO
As chamas de gás devem apresentar cor azulada.
Os registros e as conexões têm que estar sempre em perfeito estado.
Em viagem, é recomendável fechar os registros de gás dos aparelhos.
Não utilize temperatura máxima dos aquecedores sem necessidade.
Se possível, tenha em casa um detector de gás (vendido em lojas de ferragens).
Nunca utilize fósforos ou isqueiros para detectar vazamentos nos equipamentos e nas instalações.
Se você sentir cheiro de gás, abra as janelas e portas e verifique se o odor vem de fora. Nesse caso, entre em contato com o zelador ou administrador de seu prédio para pedir providências.
Se o cheiro não for de fora, feche todos os registros de gás da casa. Se não conseguir identificar o vazamento, chame logo o fornecedor de gás. O telefone de emergência da CEG é 0800-0240197. Até que tudo seja resolvido não acenda luzes.