CONDOMINIO ECOLOGICAMENTE SUSTENTÁVEL
Muito se fala hoje em dia sobre
sustentabilidade no que concerne a condomínios. Mas, o que vem a ser isso?
O administrador de condomínio
deve dar uma atenção especial as instalações das partes comuns. Não obstante a
necessidade de acompanhamento constante, com vistas a manutenção predial
preventiva, deve também observar oportunidades para redução de custos, visto
que o Condomínio é uma sociedade onde todos participam das despesas e, quanto
menor esta for, melhor.
Estive prestando assessoria a uma
assembleia num condomínio com um número considerável de unidades e com uma
grande área comum. Determinado momento tive de ir ao banheiro e observei que a
administração instalou sensor de presença na área de acesso e dentro do
banheiro. Muito bom. Evita que os usuários, em especial as crianças, não
acionando o interruptor, deixem as lâmpadas acessas desnecessariamente.
No entanto, observei que o vaso
sanitário é o que tem caixa de descarga acoplada de um modelo fabricado a pelo
menos cinco anos e a torneira da pia é de giro para abertura e fechamento.
Assim, o ideal era ter um custo inicial com vistas a redução de despesas a, no
mínimo, médio prazo – instalando um kit que já existe no mercado que você
instala na caixa acoplada com duas opções de acionamento – um que despeja no
vaso metade do conteúdo da caixa, normalmente utilizado para eliminar urina e o
outro que ejeta o total contido na caixa. Já li também de uma solução caseira para redução do gasto com as caixas acopladas: encher uma garrafa pet de um ou dois litros com água e lacrar e colocar dentro da caixa acoplada. Com isso, ao acionar a descarga, economiza-se um ou dois litros em cada vez que for utilizada.
Outra opção é a substituição da
torneira, colocando uma com uma espécie de temporizador, que é acionada e
gradativamente vai fechando automaticamente, evitando assim uma outra
instalação que pode ser esquecida aberta – uma economia bastante relevante,
considerando o custo hoje cobrado pelas concessionárias de água e esgoto.
Ainda sobre as áreas comuns,
condomínios com grandes espaços externos, característica dos condomínios
modernos, com diversas instalações como quadras, piscinas, parque infantil,
etc, precisam, mesmo ao longo da noite, de alguma iluminação, até mesmo por conta
da segurança, tanto para eventual funcionário responsável pela ronda nos locais
como morador que pode correr risco de acidente transitando por locais
totalmente escuros.
Infelizmente não é de bom tom nos
dias de hoje, considerando a questão da economia, confiar somente no fator
humano. Grandes áreas iluminadas ao longo da noite podem ultrapassar o período
necessário, ficando até horas ligada durante o dia, bastando apenas que o
funcionário responsável esqueça de desligar. Existem hoje no mercado sensores
que podem auxiliar essa operação, acionando a iluminação através da percepção
do início do anoitecer ou através de timer, determinando horário para acionar e
desligar.
Ainda na questão da iluminação
das partes comuns, é importante o administrador avaliar a possibilidade de
instalar sensores de presença nos halls dos andares, escadas e garagens.
Evidentemente que em alguns ambientes não há a menor possibilidade de mantê-lo
totalmente às escuras, mas é possível fazer uma divisão de circuitos elétricos,
de forma a manter apenas parte da iluminação ligada intermitentemente e outra
parte somente a partir da presença de pessoas no ambiente. É o caso de instalar
um ponto de iluminação fixo próximo ao acesso de elevadores, deixando o
restante do andar monitorado por sensores. Tal prática também pode ser
utilizada para iluminação das garagens.
A terceirização de mão de obra
tem seus prós e contras, que não é o caso de se discutir aqui, mas de qualquer
maneira, é importante haver uma supervisão e acompanhamento do serviço,
independentemente da empresa ter supervisão própria ou não. A empresa trabalha
dentro de um padrão próprio e cabe ao supervisor adequar os serviços ao que a
administração entenda com o ideal. Essa recomendação serve em especial no que
se refere a economia, evitando desperdícios com energia elétrica e água e
esgotos.
Aliás, cabe aqui outra sugestão:
embora não se espere uma conscientização a nível de cem por cento, é sempre bom
dar uma ajudazinha na memória dos condôminos. A colocação de pequenos avisos,
em forma de placa, colabora para a redução de despesas. Pode-se optar por
placas padronizadas vendidas em lojas de ferragens e papelarias ou então mandar
confeccionar. Existem materiais como o pvc, por exemplo, que são laváveis e
podem ser instalados com fita dupla face, evitando o uso de parafuso ou prego. São
mensagens simples, principalmente em locais cuja instalação elétrica ou hidráulica
não tem recursos sustentáveis, como “ao sair deligue a luz”, “por favor, dê a
descarga”, “feche a torneira”, etc.
Atualmente os condomínios, em
especial os que são denominados condomínios-clube, possuem uma quantidade
considerável de equipamentos, tais como bombas, controle de acessos, ar
condicionados, geladeiras, freezers, adegas, fomoir, quadros elétricos, computadores,
etc, é preciso não só ter controle e cuidado com a manutenção preventiva e
corretiva, é necessário saber quando há necessidade de levar em conta a
possibilidade de substituir determinado equipamento. Não adianta ficar
reparando de forma constante um equipamento. O custo dos reparos acaba por
inviabilizar o equipamento. Uma sugestão é colocar em cada equipamento um
controle de manutenção, uma espécie de “crachá” onde são colocadas as informações
de cada reparo: data, tipo de defeito ou peça trocada e o custo do reparo (peça
+ mão de obra). Com o tempo, com a simples leitura dessa “etiqueta” ou “crachá”
pode-se decidir em comprar um novo equipamento no lugar demandar consertá-lo,
por exemplo.
Quando se fala em negociar
contratos, nem sempre significa apenas reduzir preço. Muitas vezes, um contrato
com outra empresa, com valor elevado, no fim das contas pode representar
economia de serviços. Por exemplo, dependendo do tamanho da área verde do
condomínio, deve-se avaliar se o melhor é manter um funcionário especializado,
jardineiro, com salário e encargos, ou contratar uma empresa, com visitas periódicas
de um funcionário, que geralmente contam com a supervisão de um engenheiro agrônomo.
Aliás, em termos de contratação, é
importante lembrar que nem sempre as alternativas “caseiras” são a melhor
situação. O administrador deve estar atento e avaliar bem na hora de uma
contratação. Muitas vezes contratar um prestador de serviços em detrimento de
uma empresa, não é a melhor situação: hoje a contratação de um prestador de
serviços autônomo pode representar um custo em torno de 31 % além do valor do
serviço. Explica-se: pela legislação atual, ao contratar um prestador de
serviços pessoa física, tem que recolher
20 % (vinte por cento) do valor bruto como empregador para a previdência. Além
disso, do valor do serviço contratado, tem que reter 11 % (onze por cento) do
valor também para a previdência. Ou seja, se o serviço contratado foi de R$
100,00 (cem reais), o prestador recebe R$ 89,00 (oitenta e nove reais) e os R$
11,00 (onze reais) restantes, soma-se aos R4 20,00 (vinte reais) dos 10 % do empregador
para a previdência. Como na prática o prestador apresenta um preço fechado (o
que ele quer realmente receber), os 11 % acabam sendo arcados pelo condomínio.
Na hora de renegociar contrato ou
pensar em substituir determinado serviço, é importante que a administração do
condomínio tenha controle para fazer essa providência de forma organizada e sem
causar transtornos para os demais moradores. Uma transição entre empresas de
terceirização de serviços é um momento delicado para o condomínio e se os
prazos de rescisão e contratação não forem coordenados, pode criar um hiato de
serviços prejudicial a toda a coletividade. Uma sugestão simples é ter na sala
da administração um quadro com todos os prazos necessários de vencimento de
contratos e de manutenções preventivas, como no exemplo abaixo:
Jan
|
Fev
|
Mar
|
Abr
|
Mai
|
Jun
|
Jul
|
Ago
|
Set
|
Out
|
Nov
|
Dez
|
|
Bombas
|
13
|
|||||||||||
Elevador
|
10
|
|||||||||||
Limp Cx D´água
|
01
|
|||||||||||
Extintores
|
07
|
|||||||||||
CFTV
|
09
|
|||||||||||
Para-Raios
|
23
|
|||||||||||
Controle de Acesso
|
22
|
Existem providências que já são
clássicas, como desligar um dos elevadores durante a noite (geralmente das 22
horas às 05 horas), desligar parte da iluminação externa (quando há divisão de
circuitos), reduzir a vazão nas prumadas de água, quando a pressão é elevada,
com o cuidado de verificar se os apartamentos mais próximos da caixa d´água não
serão prejudicados, etc.
Outras atitudes podem ser individuais. No jornal Extra de 23.06.2012 tinha uma receita de detergente natural, segundo a reportage: ralar uma barra de 100 g de sabão de coco, dissolvendo em 1 litro de água fervente. Adicione 5 litros de água fria à mistura, o suco de dois limões e quatro colheres de sopa de amônia. Mexa a solução até ficar homogênea. Guarde o produto em recipientes de vidro. Em dias frios, o detergente pode coagular. Para que volte ao normal, agite-o bem.
Alguns exemplos (Jornal Extra 18.06.2012):
DE SORDI RONCETTI - Síndico do Solar das Laranjeiras - Organizou a coleta de lixo e firmou parceria com uma cooperativa que recolhe os resíduos recicláveis a cada dez a quinze dias. A renda é dividida entre os funcionários da limpeza; WALTER LIMA - Ambientalista e síndico do Via Barra - Implantou no condomínio captação de água da chuva, duto para coleta de óleo e geração de energia eólica (do vento). A conta da light caiu de R$ 38 mil para R$ 15 mil; ROBERTO NOGUEIRA - Auditor Fiscal da Receita Federal - Ele e os colega de trabalho levaram copos de vidro e xícaras para o setor, evitando os descartáveis. A preocupação com o meio ambiente é lembrada num cartaz; APARECIDA SERPA - Trabalha com Paisagismo - Coordenadora do Centro de Meio Ambiente do Condomínio Fazenda Passaredo, na Taquara. Lá, uma oficina de compostagem produz húmus, reduzindo o lixo das casas; PAULA RIBEIRO - Bacharel em Direito - "Cada tipo de lixo no seu lugar", ensina ela, que separa os resíduos recicláveis do orgânico na lixeira do prédio; ROBERTA VIEIRA - Analista de Sistema - A carioca que morou 20 anos em Manaus trouxe na bagagem o amor pela natureza. Em casa, separa o óleo para descarte correto e reaproveita a água da máquina de lavar; ADRIELLY SELVATICI - Estudande de Psicologia - Ela reutiliza a água da máquina de lavar para lavar a cozinha. "Acredito que o meio ambiente seja como uma rede. Pequena mudança podem interferir no todo" - Obs.: No caso de apartamento, é preciso verificar se a cozinha tem impermeabilização que permita a lavagem.
Outras atitudes podem ser individuais. No jornal Extra de 23.06.2012 tinha uma receita de detergente natural, segundo a reportage: ralar uma barra de 100 g de sabão de coco, dissolvendo em 1 litro de água fervente. Adicione 5 litros de água fria à mistura, o suco de dois limões e quatro colheres de sopa de amônia. Mexa a solução até ficar homogênea. Guarde o produto em recipientes de vidro. Em dias frios, o detergente pode coagular. Para que volte ao normal, agite-o bem.
Alguns exemplos (Jornal Extra 18.06.2012):
DE SORDI RONCETTI - Síndico do Solar das Laranjeiras - Organizou a coleta de lixo e firmou parceria com uma cooperativa que recolhe os resíduos recicláveis a cada dez a quinze dias. A renda é dividida entre os funcionários da limpeza; WALTER LIMA - Ambientalista e síndico do Via Barra - Implantou no condomínio captação de água da chuva, duto para coleta de óleo e geração de energia eólica (do vento). A conta da light caiu de R$ 38 mil para R$ 15 mil; ROBERTO NOGUEIRA - Auditor Fiscal da Receita Federal - Ele e os colega de trabalho levaram copos de vidro e xícaras para o setor, evitando os descartáveis. A preocupação com o meio ambiente é lembrada num cartaz; APARECIDA SERPA - Trabalha com Paisagismo - Coordenadora do Centro de Meio Ambiente do Condomínio Fazenda Passaredo, na Taquara. Lá, uma oficina de compostagem produz húmus, reduzindo o lixo das casas; PAULA RIBEIRO - Bacharel em Direito - "Cada tipo de lixo no seu lugar", ensina ela, que separa os resíduos recicláveis do orgânico na lixeira do prédio; ROBERTA VIEIRA - Analista de Sistema - A carioca que morou 20 anos em Manaus trouxe na bagagem o amor pela natureza. Em casa, separa o óleo para descarte correto e reaproveita a água da máquina de lavar; ADRIELLY SELVATICI - Estudande de Psicologia - Ela reutiliza a água da máquina de lavar para lavar a cozinha. "Acredito que o meio ambiente seja como uma rede. Pequena mudança podem interferir no todo" - Obs.: No caso de apartamento, é preciso verificar se a cozinha tem impermeabilização que permita a lavagem.
Nenhum comentário:
Postar um comentário