domingo, 29 de junho de 2008

MANUTENÇÃO DE PARA RAIOS

O pára-raios é um item indispensável para a manutenção da segurança em edifícios. Ele é responsável por absorver a descarga elétrica gerada pelo raio, cuja potência média é de 15.000 ampéres.
Segundo O Engenheiro Hélio Luiz Blauth, da Transiente Engenharia, empresa localizada em Novo Hamburgo - RS, que atua na área de SPDA (Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas), para realizar a manutenção inicialmente deverá ser verificado se o sistema de pára-raios existente atende às atuais diretrizes da Norma Brasileira NBR-5419/2005 (que trata do assunto), e se está de acordo com o projeto existente (se este existir).Depois deverá ser verificado o estado dos componentes do sistema (principalmente aperto de conectores e existência de corrosões).Também deverá ser analisado o estado do subsistema de aterramento, e em alguns casos, deverá ser efetuada a medição da resistência do aterramento.
Em edifícios residenciais a NBR-5419 solicita uma revisão completa a cada 5 anos.Caso haja uma alteração na cobertura da edificação, o sistema de pára-raios deverá ser reavaliado e regularizado em função da nova situação.Caso for constatada a ocorrência de queda de raio na edificação, o sistema de pára-raios também deverá ser revisado.Obviamente a manutenção deverá ser feita quando for constatado uma irregularidade ou um dos defeitos descritos anteriormente.
A manutenção do sistema é necessária para limpar e/ou remover eventuais corrosões, substituir componentes com corrosão, e aplicar um produto para inibir a presença de oxigênio para minimizar novas corrosões. Apertar parafusos e conexões que estiverem frouxas. Revisar dispositivos de fixação e reapertar se necessário, ou substituir ou efetuar nova fixação.O que mais se fizer necessário, conforme constatado.
O tempo de vida de um pára-raio é de aproximadamente 20 anos ou mais. Depende do tipo e da qualidade dos materiais utilizados, das manutenções preventivas, da incidência de raios e do local. Na orla marítima a vida útil é bem menor.
O custo da manutenção depende da qualidade da empresa do profissional que executa o serviço, e/ou critério de avaliação adotado. Evidentemente dependerá também do que deverá ser utilizado em material e tamanho do sistema de proteção existente.
Existem empresas especializadas em SPDA, empresas instaladoras elétricas que também atuam em SPDAs (que é como um médico clínico geral que presta consultas também em cardiologia); empresas e profissionais da área da prevenção de incêndio que também passaram a atuar nesta área que geralmente não possuem todas as qualificações para tal. Óbviamente a melhor opção em termos de qualidade em serviço seria a primeira.Mas como normalmente a maioria dos condomínios procura o menor preço, acaba contratando a segunda ou terceira opção, na qual o serviço prestado geralmente não oferece aquela segurança e tranquilidade necessários aos moradores e usuários da edificação.
Atualmente o tipo de pára-raio mais utilizado em edifícios é o sistema denominado "Gaiola de Melsens", que consiste na aplicação da Gaiola de Faraday (com vários condutores sobre os telhados), juntamente com vários mini Pára-Raios localizados em pontos estratégicos.O antigo sistema Franklin aos poucos está sendo cada vez menos utilizado em função da pouca proteção que o mesmo proporciona numa edificação (o raio de proteção é no máximo igual a altura em que o pára-raios estiver instalado).
Existe um sistema moderno de tecnologia francesa chamado E.S.E. (Early Streamer Emission) que seria de instalação mais fácil e de melhor resultado visual. Mas este sistema ainda não é aceito pela Norma Brasileira.Por exigência da Norma NBR-5419 e das autoridades fiscalizadoras do assunto, toda a edificação deve ter um projeto atualizado do seu Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas, com a respectiva ART (Anotação de Responsabilidade Técnica do CREA).
O projeto do SPDA somente poderá ser realizado por um engenheiro eletricista ou engenheiro eletrônico, com especialização no assunto.Assim sendo, cuidado com arquitetos e outros engenheiros não qualificados que andam por aí fazendo e vendendo PLANOS de prevenção contra raios. O cliente acaba comprando gato por lebre. O Plano, embora aceito pela maioria dos bombeiros, não é um documento legal, não é reconhecido pelo CREA e não tem valor jurídico.
Fonte: site "noticiais.condominiais.com.br"

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