domingo, 29 de junho de 2008

NÃO SE SINTA INJUSTIÇADO, TOME ALGUMA INICIATIVA

Marcos trabalhava numa empresa havia cinco anos. Bom funcionário, dedicado, cumpridor de seus deveres, pontual nos seus compromissos, nunca havia recebido nenhuma advertência de seu chefe. Porém, naquele momento estava se sentindo injustiçado, pois acabara de saber que Gustavo, admitido apenas seis meses atrás para um cargo igual ao seu, havia sido promovido. Decepcionado, foi pedir explicações ao seu diretor. Chegando a sala dele, percebeu que o chefe estava muito ocupado. Este, antes mesmo de ouvi-lo, falou-lhe:
- Marcos, que bom você ter vindo até aqui, preciso mesmo de um favor seu. No almoço de hoje receberemos alguns clientes e eu gostaria de servir frutas após a refeição. Vá ao mercado e verifique se temos abacaxi.
Marcos prontamente atendeu ao seu diretor. Foi até o mercado e verificou que tinham abacaxi. Voltando a firma, seu diretor lhe perguntou:
- E então, Marcos, tem abacaxi?
- Sim, senhor.
- E quanto custa?
- Ah, isso eu não perguntei não.
- Eles tem abacaxi suficiente para o nosso pessoal? - quis saber o diretor.
- Bem... também não perguntei, senhor.
- Há alguma outra fruta que possa substituir o abacaxi?
Marcos, já desapontado, falou:
- Também não sei, senhor.
O diretor pegou o telefone e conversou com o novato, pedindo-lhe o mesmo favor que havia solicitado a Marcos. Após dez minutos, Marcos ainda se encontrava na sala do chefe quando Gustavo voltou. O diretor perguntou:
- E então, Gustavo?
- eles tem abacaxi e em quantidade suficiente para todo o pessoal. Se o senhor preferir, eles tem também melão, laranja e mamão. O melão custa R$ 0,50 a unidade; a laranja R$ 1,00 a dúzia e o mamão R$ 2,00 a caixa com seis unidades. Eu disse também que iríamos precisar de grandes quantidades e com isso negociei um bom desconto. Deixei tudo reservado. Assim que o senhor decidir volto lá e confirmo o pedido - concluiu Gustavo.
- Muito obrigado - disse o diretor.
Depois, virou-se para Marcos, que havia presenciado tudo e perguntou:
- Desculpe-me, Marcos, mas você veio até minha sala e parecia querer dizer alguma coisa.
- Não, senhor. Não tenho nada de importante para falar - e, envergonhado, retirou-se da sala.
Extraído de "Sementes do Bem - Vol. 3" CPC Editora - 2008.

Nenhum comentário: