Os três prédios que caíram na noite de quarta-feira, na Avenida reze de Maio, próximos ao Theatro Municipal, no Centro do Rio, trazem à tona um assunto de grande importância, mas nem sempre levado em conta por proprietários de imóveis: a segurança predial. O risco de acidentes — como incêndios e desabamentos — pode diminuir consideravelmente com algumas medidas técnicas.
Uma das hipóteses iniciais para a causa da tragédia — que totalizava, até última sexta-feira, pelo menos 13 mortos e 27 desaparecidos —, foi o empilhamento de materiais de duas obras, carga que seria maior que a máxima suportada pela estrutura.
— Muitas pessoas acham que a laje está firme e constroem piscinas, sem considerar que ela aguenta 150 quilos por metro quadrado, quando a piscina de um metro e meio de altura pesa 1.500 quilos — explica o engenheiro civil Antero Parahyba.
Também foram apontadas a possível corrosão da laje da cobertura e uma modificação estrutural, como o corte de uma viga para passar um duto de ar-condicionado. Parahyba fala das hipóteses:
— Nem sempre se dá atenção às infiltrações, que atacam não só a estrutura de ferro, mas também a argamassa, comprometendo os imóveis. Outro erro é modificar as estruturas, sem o projeto de um profissional habilitado.
Formalização
Opte por obras legais, planejadas por engenheiros ou arquitetos num projeto e executadas por profissionais habilitados.
Modificações
No caso de alterações na estrutura do imóvel, como a remoção de uma parede, procure um profissional para elaborar um projeto. Se a obra for feita num condomínio, consulte o síndico e os demais moradores antes de executá-la. É dever do síndico solicitar o projeto para apresentar aos condôminos. Aos moradores, cabe informar-se sobre a obra do vizinho, para se resguardar de possíveis danos no seu imóvel.
Vistoria
Segundo o engenheiro civil Antero Parahyba, as edificações devem ser inspecionadas por profissionais especializados de cinco em cinco anos, em média. Recomenda-se que as fachadas sejam revisadas a cada três anos. As vistorias também devem observar instalações elétricas e de gás.
Infiltração
A longo prazo, infiltrações podem aumentam o risco de desabamento de uma edificação. A corrosão por conta do problema atinge tanto as estruturas de ferro das lajes, quanto a argamassa, comprometendo o imóvel.
Gás
Antero Parahyba alerta que, além da preocupação com as instalações internas de gás, deve-se ficar atento ao gás metano, liberado pela rede de esgoto, que pode causar explosões e envenenamentos.
Peso
Antes de construir, informe-se sobre o peso suportado pela estrutura-base.
Uma das hipóteses iniciais para a causa da tragédia — que totalizava, até última sexta-feira, pelo menos 13 mortos e 27 desaparecidos —, foi o empilhamento de materiais de duas obras, carga que seria maior que a máxima suportada pela estrutura.
— Muitas pessoas acham que a laje está firme e constroem piscinas, sem considerar que ela aguenta 150 quilos por metro quadrado, quando a piscina de um metro e meio de altura pesa 1.500 quilos — explica o engenheiro civil Antero Parahyba.
Também foram apontadas a possível corrosão da laje da cobertura e uma modificação estrutural, como o corte de uma viga para passar um duto de ar-condicionado. Parahyba fala das hipóteses:
— Nem sempre se dá atenção às infiltrações, que atacam não só a estrutura de ferro, mas também a argamassa, comprometendo os imóveis. Outro erro é modificar as estruturas, sem o projeto de um profissional habilitado.
Formalização
Opte por obras legais, planejadas por engenheiros ou arquitetos num projeto e executadas por profissionais habilitados.
Modificações
No caso de alterações na estrutura do imóvel, como a remoção de uma parede, procure um profissional para elaborar um projeto. Se a obra for feita num condomínio, consulte o síndico e os demais moradores antes de executá-la. É dever do síndico solicitar o projeto para apresentar aos condôminos. Aos moradores, cabe informar-se sobre a obra do vizinho, para se resguardar de possíveis danos no seu imóvel.
Vistoria
Segundo o engenheiro civil Antero Parahyba, as edificações devem ser inspecionadas por profissionais especializados de cinco em cinco anos, em média. Recomenda-se que as fachadas sejam revisadas a cada três anos. As vistorias também devem observar instalações elétricas e de gás.
Infiltração
A longo prazo, infiltrações podem aumentam o risco de desabamento de uma edificação. A corrosão por conta do problema atinge tanto as estruturas de ferro das lajes, quanto a argamassa, comprometendo o imóvel.
Gás
Antero Parahyba alerta que, além da preocupação com as instalações internas de gás, deve-se ficar atento ao gás metano, liberado pela rede de esgoto, que pode causar explosões e envenenamentos.
Peso
Antes de construir, informe-se sobre o peso suportado pela estrutura-base.
Jornal O GLOBO 27.01.2012
Nem todas as obras em prédios residenciais e comerciais dependem de autorização prévia da prefeitura ou de acopanhamento de um engenheiro. A Secretaria Municipal de Urbanismo dispensa de licença algumas atividades como pintura e pequenos reparos. Reformas e modificações internas ou de fachada também são permitidas, desde que não haja acrésimo da área total construída.
O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio (CREA-RJ) diz que, em pequenos reparos, não é necessário contratar engenheiro. No entanto, se houver alteração na arquitetura de um imóvel - incluindo derrubada de paredes - é obrigatória a presença de um especialista para acompanhamento estrutural do imóvel. Esse profissional assina a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART). Na prática, em caso de acidentes, ele pode ser responsabilizado civil e criminalmente por eventuais vítimas.
- Se a obra for clandestina, tanto a empresa responsável quanto o Síndico do imóvel podem ser responsabilizados. É dever do Síndico zelar pela segurança e integridade do imóvel - disse o advogado Leonardo Amarante.
Demolições, construções ou reformas que envolvam o aumento da área edificada devem ser licenciadas na Prefeitura. Se a construção for uma casa, o interessado deve apresentar à Secretaria Municiapl de Urbanismo formulário padrão preenchido (identificado o dono do imóvel e o local da obra). com dois jogos de plantas de arquitetur ae documentos comprovando a inscrição no Registro Geral de Imóveis (RGI).
Também são exigidas cópias das carteiras do Crea dos profissionais responsáveis pelo evento; comprovante de pagament de 50 % da taxa de licença e o ITPU do ano anterior quitado. O interessado também deverá identificar se há no terreno rios, valas, encostas e cobertura vegetal. No caso de edificações multifamiliares, comerciais e industriais também é exigido do responsável uma declaração de que o imóvel não está a menos de 50 metros de cursos d´água ou perto de encostas.
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