domingo, 11 de março de 2012

INSTALAÇÃO DE CÂMERAS DE SEGURANÇA

Instalação de câmeras de segurança para evitar crimes se populariza nos condomínios


Raiane Nogueira

Jornal EXTRA 11.03.2012

O aviso "Sorria, você está sendo filmado" não é exclusividade de imóveis comerciais. Especialistas em segurança e síndicos afirmam ser crescente o investimento de condomínios residenciais na instalação de câmeras de vigilância, os circuitos fechados de televisão — para os de pequeno porte eles custam, em média, R$ 10 mil.
De forma geral, esses sistemas têm duas funções nos prédios: diminuir comportamentos inadequados de condôminos e visitantes, evitando a depredação do patrimônio; e inibir ações criminosas, ajudando na identificação de invasores e aumentando a sensação de segurança dos moradores..
Consultor de Segurança do Sindicato da Habitação do Rio (Secovi Rio), Raimundo Castro acredita que esteja havendo uma popularização do uso desses equipamentos:
— Com base em dados do Rio e de São Paulo, fiz uma pesquisa que apontou um aumento de 12% nas vendas de circuitos fechados de TV, em 2011. Certamente, 8% deles vão para condomínios. É nítido que quase todos os prédios dispõem de um circuito interno.
Subsíndico do Edifício Anabela, na Tijuca, Carlos Alberto Fonseca aprova o uso de câmeras. Tanto que instalou o equipamento até na porta do apartamento dele:
— Nossas câmeras são muito úteis para os casos internos. Uma moradora já sofreu um golpe, após deixar um falso funcionário do INSS entrar no prédio. Com as imagens, nós decidimos registrar queixa na delegacia.
Câmera é o que mais inibe
De acordo com Castro, dos itens de segurança condominial, a câmera é o que mais inibe assaltos. Um circuito com oito câmeras, monitores e gravadores digitais (condomínio de pequeno porte) custa, em média, R$ 10 mil.
— O bom do sistema é que ele não requer muita manutenção — pode durar até um ano sem vistorias —, cujo valor oscila entre R$ 350 e R$ 600.
Os especialista destaca que a instalação de grades dá uma falsa sensação de segurança, pois pode ser ultrapassada, mas é importante para restringir o acesso ao prédio. Também deve-se optar por intercalar portas na garagem e na portaria, permitindo que uma abra só quando a outra fechar.
— Mas o recurso humano é, sem dúvida, o mais eficaz. Por isso, é importante investir na capacitação de porteiros, vigias e operadores do sistema.
Cuidados para evitar invasão de privacidade
Na execução de um projeto de instalação de um sistema de câmeras de vigilância num condomínio, devem-se levar em conta, principalmente, o nível de insegurança do prédio e a privacidade dos moradores, para não causar transtornos.
— O tamanho do circuito depende do tamanho do risco. Mas, em geral, deve haver câmeras nos acessos ao prédio, nos elevadores e nos corredores, principalmente onde a maioria dos imóveis é alugada — explica Castro.
O especialista só indica a instalação dos equipamentos em piscinas e áreas de lazer quando for extremamente necessário, para não tirar a privacidade dos moradores.
Segundo Hamilton Quirino, advogado especialista em Direito Imobiliário, é preciso tomar cuidado também com a instalação de câmeras particulares, que podem incomodar os vizinhos:
— A meu ver, nesse caso, só há invasão de privacidade se as imagens forem usadas para fins que não o de proteção


Estudo da Pro Teste mostra que brasileiro se protege de acordo com o tipo de habitação em que vive

Com os altos índices de violência nas grandes cidades, a preocupação com medidas de segurança está cada vez maior, especialmente no que diz respeito à proteção domiciliar. Uma pesquisa divulgada este mês pela Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste) mostra que, entre 1.274 brasileiros, 22% foram vítimas de assalto ou tentativa de roubo em casa, nos últimos dez anos, e 8%, em 2011.
O estudo avaliou as medidas de proteção adotadas pela população, além de tentar identificar as circunstâncias mais comuns em que acontecem assaltos a residências.
Constatou-se que o tipo de habitação influencia nos cuidados dos moradores. Quem vive em casas não geminadas se comporta de forma mais preventiva do que os que moram em apartamentos. Os andares mais baixos, mais próximos da rua, são considerados menos seguros, mesmo em prédios com porteiros.
Medo de quadrilhas
A maioria dos entrevistados disse se sentir mais insegura no próprio lar durante a noite, e revelou que o maior medo é ser vítima de quadrilhas especializadas em roubos a residências. O prejuízo com objetos roubados chega a mais de R$ 10 mil para 13% dos ouvidos. Entretanto, 25% da população não registram queixas na polícia.
Segundo a pesquisa, em 90% dos casos, os mecanismos de segurança instalados nas residências seriam mais eficazes se as pessoas os adotassem juntamente com mudanças de comportamento para prevenir assaltos.

Cuidados para quem mora em casa
Quintal: Os muros são estruturas importantes para evitar que as pessoas da rua vejam detalhes da casa. Outra medida para áreas externas é ter um cachorro, que pode ser treinado para ficar alerta sobre a presença de estranhos.
Janelas: Vale optar por vidros que não estilhaçam e instalar grades e persianas. Um limitador de abertura de janela também ajuda, além de trancas.
Alarme: A instalação de um alarme é considerada a defesa mais eficaz contra roubos, principalmente se conjugada a outros itens.
Cuidados para quem mora em apartamento
Portas: Barras transversais, dobradiças de segurança e trancas especiais são opções baratas e bastante usadas. Também pode-se instalar luzes com sensores de presença nos corredores do prédio, item um pouco mais caro.
Visitas: Os interfones aumentam a segurança, principalmente os modelos com câmera, que permitem ver o visitante. Deve-se também usar olho mágico.
Serviços: Os serviços de portaria e de empresas de segurança privada, principalmente para a vigilância de áreas grandes e durante a noite, são indicados.

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